BOM DIA testa o Chrome, novo navegador do Google: velocidade, ao menos em navegações simples

Lilian Venturini

O Chrome, navegador do Google lançado nesta terça-feira, 2, chegou ao usuário em versão de testes com a promessa de ser mais rápido. De olho na agilidade e em um visual diferente dos concorrentes, o Chrome é uma nova opção. Se vai virar hábito (palavra de ordem na internet hoje), aí é com o internauta. Sem a pretensão de dar julgamento final, o Rede BOM DIA testou e aconselha: vale usar.

No Chrome é possível notar que o Google se preocupou com a velocidade, tanto em termos de execução e abertura do navegador quanto no carregamento das páginas que executam desde aplicações Flash a linguagem JavaScript (linguagem usada em todos os lugares da web para desenvolvimento de aplicações).

Parênteses: algumas funcionalidades do Chrome, que serão destacadas abaixo, como últimos sites visitados, favoritos inteligentes e busca sem precisar entrar na página do buscador já são encontrados em outros navegadores, Firefox serve de exemplo. Fecha parênteses.

A interface do Chrome é baseada na utilização do usuário e o Google procurou dar mais espaço ao conteúdo, sem aparecer nas barras do navegador. Além disso, ele tem código aberto, o que significa que desenvolvedores web podem aproveitar as melhores aplicações do programa.

Durante os testes, o Chrome travou em determinados momentos e o modelo de favoritos foi considerado menos prático se comparado ao de seus concorrentes. Para navegação simples, em sites sem muitos recursos em flash, por exemplo, ele se saiu bem. Mas o Chrome ainda é beta e é prematuro afirmar se vai se tornar o queridinho do internauta. Sendo assim, fica a dica inicial. Vale usar. Nem que seja para voltar ao antigo depois.

No começo
Após as primeiras visitas, a página inicial vai armazenar os sites mais visitados e já vai trazer suas imagens. Ao lado, o internauta pode pesquisar no histórico, além de consutar os últimos sites colocados como favoritos e as guias fechadas.

Guias
Outro fator levado em consideração é a estabilidade. Para isto a separação em guias foi tratada individualmente, ou seja, se em uma guia o usuário está executando um site que deixa o navegador lento, a guia onde os e-mails estão sendo lidos não será afetada. Desta forma, foi criado um sistema no qual cada aplicativo da web é executado em seu próprio ambiente, isolado dos outros. Em outros navegadores, o que poderia acontecer é a falha do navegador como um todo, em que você perde, por exemplo, sua sessão de internet banking ou documento que editava. No Chrome, se uma travar, as outras vão permanecer ativas.

Pesquisa
A barra de endereços funciona como um mecanismo de pesquisa. Você pode escolher qual mecanismo de busca prefere usar e ele será usado cada vez que quiser procurar algo na web. Fora isso, se em algum momento usar um buscador, ele ficará armazenado. Exemplo: depois de entrar em Google pela primeira vez, quando começar a digitar o endereço novamente, é possível pesquisar sem precisar entrar na página. Basta digitar o endereço e apertar a tecla Tab.

Memória
O consumo de memória é bem parecido com o do Mozilla Firefox 3.0, mas como existe uma divisão das guias por processo, ele se mostra mais evoluído que seu concorrente. Em relação ao IE 7.0, cincos guias do Chrome consumia a mesma quantidade de memória de uma guia do Explorer.

Colaborou Flávio Batista

  • A configuração do computador utilizado para testes foi: Intel Celeron 2.53 GHz com 1 GB de memória RAM
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